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               7 DE JULHO - DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA O RACISMO

 

Há vinte e seis anos atrás, em plena ditadura, saía às ruas o Movimento Negro Unificado – MNU para realizar um Ato Público, em frente às escadarias do Teatro Municipal de São Paulo. Esse ato contou com a participação de cerca de duas mil pessoas, conforme publicou a Folha de São Paulo, para protestar contra a discriminação do Clube de Regatas Tietê a quatro atletas negros, e também, ao assassinato de Robson Silveira da Luz, negro, operário. Neste Ato Público o MNU transforma o dia 7 de julho em Dia Nacional de Luta contra o Racismo.   Fundado, oficialmente, em 18 de junho de 1978, o MNU contava com representantes do Rio de Janeiro e São Paulo. Hoje, mantém seções em 14 estados. No Maranhão, a Seção do MNU atua desde 21 de março de 1997. A luta contra o racismo suas manifestações: o preconceito e a discriminação raciais ganharam, nas últimas décadas, novas formas de enfrentamento. Contudo, ainda necessitamos de utilizar a denúncia para conscientizar negros e educar não-negros sobre as mazelas por provocadas pelo racismo.  Aqui, o estado não tem apresentado políticas públicas para debelar as desigualdades que se abatem sobre as populações das comunidades negras rurais. O Governo do Estado trabalha mal e só atua nas comunidades com projetos contando com financiamentos externos. Em inúmeras comunidades negras, homens e mulheres (crianças, jovens e adultos) sobrevivem até sem contar com um elemento básico para uma vida saudável: a água potável. Para citar alguns exemplos temos as comunidades remanescentes de quilombo de Santa Maria dos Pretos (Itapecuru-Mirim) e Barro Vermelho (Codó). No mercado de trabalho, em um estado cuja população negra é de cerca de 77%, observamos lojas como C&A, Riachuelo ou as do Shopping São Luís sem atendentes negras/os. E, em categorias que somos maioria absoluta, temos nos deparado com uma onda de retaliações de empregadoras(es) que acusam as empregadas domésticas de subtrair-lhes algo quando estas reivindicam seus direitos trabalhistas.  A mentalidade escravagista ainda permeia as relações de trabalho e há casos recentes que envolvem, inclusive, uma delegada e uma escrevente de polícia que exercem seu poder para oprimir estas trabalhadoras.  É contra estas práticas e outras decorrentes do racismo que  vimos lutando:

       -      Pelo fim da discriminação racial no trabalho;

-          Por uma educação voltada para os interesses do povo negro e de todos os oprimidos;

-          Pelo fim da manipulação política da cultura negra;

-          Contra a exploração sexual, social e econômica da mulher negra;

-          Pelo fim da violência racial nos meios de comunicação;

-          Pela titulação e por políticas públicas para as comunidades negras rurais quilombolas;

-          Pelo fim da violência policial e contra a  “indústria” da criminalidade.

             Por condições de vida digna para o povo negro. 

 



Escrito por MNU às 15h58
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